quarta-feira, 4 de julho de 2012

Semióticas: Alice volta ao futuro

Semióticas: Alice volta ao futuro: “ Preciso dizer que, quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então”   ...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A BAGUNÇA TODA... QUEM SABE



[Gregory Corso, Boulder Colorado, 1974. Photo c. Rachel Homer]

Subi seis lances de escada
até meu pequeno quarto mobiliado
abri a janela
e comecei a jogar fora
as tais coisas mais importantes na vida

Primeiro, a Verdade, ganindo como um dedo-duro:
“Não! Direi coisas terríveis de você!”
“Ah, é? Não tenho nada a esconder... FORA!”
Depois, Deus, assombrado, corado e choroso de espanto:
“Não é culpa minha! Não sou a causa de tudo isso!” “FORA!”
Depois o Amor, aliciando subornos: “Você não conhecerá a impotência!
As garotas da capa da Vogue, todas suas!”
Apertei sua bunda gorda e gritei:
“Seu destino é um desvalido!”
"Ficar parado numa esquina esperando ninguém é PODER."
Peguei a Fé, a Esperança e a Caridade
as três juntas abraçadas:
“Você não vai sobreviver sem nós!”
“Estou pirando com vocês! Tchau!”

Depois a Beleza... Ah, a Beleza –
Tão logo a levei até a janela
disse: “Você eu amei mais na vida
... mas é uma assassina; a Beleza mata!”
Sem querer realmente atirá-la
desci correndo as escadas
chegando a tempo de apanhá-la
“Você me salvou!” sussurrou
Coloquei-a no chão e disse: “Anda.”

Subi de volta as escadas
procurei o dinheiro
não havia dinheiro pra jogar fora.
Só restava a Morte no quarto
escondida atrás da pia da cozinha:
“Não sou real!” gritou
“Não passo de um rumor espalhado pela vida...”
Atirei-a fora com a pia e tudo, sorrindo
e então notei que o Humor
era tudo que havia restado –
Tudo que pude fazer com o Humor foi dizer:
“A janela fora com a janela!”

Gregory Corso
Tradução: Márcio Simões

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Filosofia da Liberdade

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Filosofia da Liberdade

Ken Schoolland é um professor universitário, escritor, economista e comentarista político de origem estadunidense. Entre outros livros ele é o autor de The Adventures of Jonathan Gullible (http://www.jonathangullible.com/), ainda sem tradução para o português. O interessante neste livro é que é uma historia infanto-juvenil que aborda temas como princípios básicos de economia, intervenção estatal, livre mercado e os absurdos de certas Leis, baseado na realidade de diversos países mundo afora. As idéias contidas no livro inspiraram uma animação gráfica, esta sim com versão em português.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

The Flower

Para provocação e reflexão




 


Animation by Haik Hoisington

Music & Sound Design by Ion Furjanic

BOOK

Vídeo interessante divulgado inicialmente pelo site Leerestademoda.com, inspirado em texto de Millor Fernandez, L.I.V.R.O.





L.I.V.R.O - Millôr Fernandes

Millôr Fernandes: Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação
Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.

O comando "browse" permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.

Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Macunaíma - "Ai que preguiça!"

Em janeiro esse blog foi de uma nadeza incomensurável e por pura preguiça. Entrou fevereiro, eu assim, na bubuia, navegando, encontrei na web Macunaíma, à deriva, filme de Joaquim Pedro de Andrade. Pesquei-o e assisti. É maravilhoso. Grande Otelo, grande Paulo José e mais um elenco grandioso. O instante do filme que quero destacar é o de Macunaíma criança exclamando: “Ai, que preguiça!”, a preguiçosidade gostosa do “herói de nossa gente”, que já foi tema de muitos estudos antropológicos. É dessa preguiça que voltei impregnado das minhas férias em Trindade, Paraty. Para exorcisá-la um pouquinho postei esse vídeo.




Macunaíma (Brasil, 1969)
Baseado no romance de Mario de Andrade, Macunaíma, de 1928
Direção e Roteiro: Joaquim Pedro de Andrade
Elenco: Grande Otelo (Macunaíma), Paulo José (Macunaíma), Dina Sfat (Ci), Milton Gonçalves (Jiguê), Jardel Filho (Pietro Pietra), Rodolfo Arena (Maanape), Joana Fomm, Myriam Muniz, Maria do Rosário, Hugo Carvana, Wilza Carla, Zezé Macedo e Maria Lúcia Dahl